O que aprendi assistindo “Sierra Burgess é uma loser” na Netflix
Em Comportamento | 22 de set de 2018

Alerta: este texto contém spoilers 

Talvez você tenha sido notificada do novo filme da Netflix, “Sierra Burgess is a Loser(Sierra Burgess é uma perdedora, em português). Eu entendo se ainda não estiver assistido, afinal, ao contrário de uma pisciana sonhadora como eu, talvez você não seja ligada em filmes de romance adolescente.

Surpreendentemente, “Sierra Burgess é uma loser” é muito mais que um filme clichê. A combinação entre o amor inesperado de uma adolescente inteligente, mas que não se encaixa exatamente nos padrões de beleza impostos no ensino médio, e um jogador do time de futebol americano da escola nos provoca curiosas reflexões:

  • Vilã ou vítima?

Por trás da esnobe e arrogante Verônica, a garota mais popular da escola, existe uma filha pressionada pela mãe a ter um corpo perfeito para arrumar um bom marido e, consequentemente, conquistar um bom futuro. Apesar da quantidade de seguidores que tem nas redes sociais, a líder de torcida é totalmente carente de afeto e atenção, o que nos faz refletir muito sobre como crianças e adolescentes preconceituosos e intolerantes podem ocupar apenas não o lugar de vilão, mas o de vítima também.

  • No fundo todo mundo sente

Apesar de fazer parte da turma dos excluídos do colégio, Sierra diz não se importar em ser invisível e sua única preocupação é ingressar na Universidade de Stanford, mas no clímax do filme, em um momento de profunda tristeza, a personagem nos lembra que todos têm sentimentos e, por mais autoconfiante que uma pessoa possa ser, ela não está imune.

  • O céu e inferno da adolescência

“Você tem alguma ideia do que é ser uma adolescente e ter essa aparência?”, desabafa Sierra com os pais em um momento de insegurança com relação ao próprio corpo. Ela não foi a primeira e tampouco será a última jovem menina a passar por uma crise de imagem, afinal, a pressão estética está aí para cumprir esse papel de fazer com que nos sintamos erradas e impróprias. Durante toda a vida carregamos desagrados com o próprio corpo, mas normalmente na adolescência todo esse descontentamento ganha uma carga maior, por isso dificilmente você assistirá esse filme e não sentirá nenhuma empatia pela personagem.

  • Ninguém é tão bom e nem tão mau

Ao sentir-se traída pela nova amiga Verônica, Sierra ridiculariza publicamente a líder de torcida. E aí você para e pensa que talvez em outros momentos da vida também deve ter agido por impulso e magoado alguém profundamente sem pensar duas vezes. Eu já fiz isso e com certeza não sou a única.

  • Amigos apoiam, mas não tudo!

Na trama, o melhor amigo de Sierra não concorda com algumas decisões da amiga e deixa isso bem claro em diferentes situações durante o filme. Não tenho dúvidas de que Dan é aquele melhor amigo que todo mundo precisa, pois é fiel, companheiro, mas que também acende o alerta vermelho quando preciso.

E aí, você concorda que não é só uma mera história clichê de romance adolescente? 

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