Empatia: a arte de se colocar no lugar do outro

“Antes de julgar uma pessoa coloque-se no lugar dela” disse minha mãe a infância toda e vez ou outra me relembra que a empatia é melhor forma de relacionar-se com o próximo.

Empatia:

Ação de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria nas mesmas circunstâncias; aptidão para se identificar com o outro, sentindo o que ele sente, desejando o que ele deseja, aprendendo da maneira como ele aprende; identificação de um sujeito com outro.

Porque na teoria é tão fácil, mas na prática é extremamente difícil calçar o sapato do outro e compreender a jornada do próximo?

Eu acredito que ser empático com o alguém está diretamente relacionado ao modo com que nos relacionamos com nós mesmos, pois não é possível compreender o próximo se não conseguimos nos entender ou amar.

Se o exercitar o amor próprio já é complicado imagina só como colocar a empatia em prática é desafiador. A maturidade emocional é indispensável, afinal trata-se de uma ação que vem de dentro para fora.

Apesar de ser complicado, a empatia é uma formula mágica contra o preconceito, pois descomplica o relacionamento humano e cria dentro de nossas mentes um pouco mais de compreensão.

Londres é detentor do primeiro Museu da Empatia do Mundo. Baseado nas ideias do pensador Cultural, Roman Krznari, o objetivo do museu é promover uma revolução nas relações humanas através do desenvolvimento da empatia. Para os criadores do projeto, empatia é essencial na luta contra a desigualdade e conflitos sociais.

No último mês, com aquele triste acontecimento do estupro coletivo de uma menor o Rio de Janeiro fiquei surpreendida com a quantidade de pessoas que não imaginam sequer o que é colocar-se no lugar do outro. A timeline do meu Facebook foi um verdadeiro show de horror com comentários machistas e extremamente ignorantes de pessoas, muitas vezes, instruídas que sequer pensavam que embaixo daquela enxovalhada de julgamentos existia uma pessoa que sofreu um assédio sexual e que carregará marcas por toda a vida do acontecimento.

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Viramos verdadeiros juízes de valor, mas com poucos valores na bagagem.

A condição física de uma pessoa, a orientação sexual, o modo como se veste, o tamanho da saia que usa é motivo declarado para julgamentos, comentários preconceituosos e ridicularizações.

Por isso é preciso repensarmos nossa forma de olhar o próximo, os julgamentos que depositamos em quem está ao nosso redor e espalhar menos discurso de ódio por ai e calçar mais vezes o sapato dos outros.

Combinado?

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