Como eu me vejo x Como as pessoas me enxergam
Em Comportamento | 24 de ago de 2018

É curioso como nossa mente é um território sem limites e ao mesmo tempo tão cheio de barreiras. O que determina se a nossa mente se expande ou se limita é o autoconhecimento e a forma como exploramos nossos próprios sentimentos e pensamentos.

Você pode estar achando esse papo filosófico ou chato demais para continuar lendo, mas trocando em miúdos o que quero dizer é que nem sempre vemos as coisas como elas realmente são. Pergunte-se: as pessoas me enxergam como eu realmente sou?

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Ao longo desses vinte e tantos anos, eu criei uma autoimagem que, em alguns pontos, não corresponde com a perspectiva de quem me vê ou convive comigo. Isso quer dizer que eu vivo no País das Maravilhas ou me engano? Não sei, mas talvez queira dizer que eu não me conheço tanto quanto eu imaginava.

Muitos são os motivos que nos levam a acreditar que não somos capazes de fazer algo, adequados para vestir uma peça específica, suficientes para frequentar certos lugares ou competentes para alcançar alguns objetivos e são essas crenças limitantes que nos fazem negar nossas próprias capacidades e características.

Desafiada por uma mentora de um curso de empreendedorismo criativo, perguntei para 15 pessoas do meu convívio social quais eram minhas 3 principais qualidades. Ao receber as respostas fiquei chocada com algumas características apontadas por meus amigos e familiares que eu nunca tinha relacionado a mim mesma.

Veja o vídeo que conto mais sobre esse exercício de se enxergar pelo olhar do outro:

Não satisfeita, ainda fui buscar lá dentro de mim mesma o porquê eu não me enxergava como uma pessoa inteligente quando essa característica foi ressaltada por todos que questionei. Foi assim que concluí que eu me boicoto em vários momentos e acabo me sentindo menos digna de ser, com menos direito de vestir ou com menos chance de alcançar.

É assim que acabamos criando dentro de nós de forma inconsciente crenças limitantes que são as maiores vilãs da autoestima. O antídoto para isso, acredite, é o questionamento.

Quando nos questionamos o porquê de determinados pensamentos acabamos racionalizando uma crença limitante, o que torna o processo menos difícil de ser desconstruído e transformado em autoconhecimento.

Na prática, pergunte-se o porquê de você não conseguir usar o cropped na balada, o motivo de ser uma pessoa retraída ou pouco sociável quando na verdade gostaria de interagir com todos, a razão para evitar de comer em público e tantas outras questões que assolam sua mente.

A chave do autoconhecimento que abre a porta da autoestima só será conquistada se fizermos as perguntas e encontrarmos as respostas de nossas crenças que nos limitam.

Comece se desafiando a perguntar para as pessoas do seu convívio quais são suas três principais qualidades e então questione-se, busque as respostas e não se satisfaça com motivações rasas.

Esse mergulho pode ser dolorido, mas é transformador. Experimente!

 

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